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Doenças - Oftalmologia


Ambliopia | Buraco Macular | Calázio | Catarata | Cefaléia | Ceratocone

Degeneração Macular Relacionada á Idade - DMRI | Estrabismo | Glaucoma

Hemorragia Subconjuntival | Moscas Volantes | Olho Seco | Pterígio

Retinopatia Diabética | Terçol | Toxoplasmose


Ambliopia

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Se durante o desenvolvimento visual o cérebro não recebe uma imagem clara em um ou ambos os olhos, a visão não vai se desenvolver normalmente; como conseqüência, há uma diminuição da visão; é a denominada Ambliopia.

A ambliopia pode ser definida como a diminuição da visão em um ou dois olhos sem apresentar nenhuma alteração aparente. Algumas vezes, chamamos de "olho preguiçoso". É uma doença comum que afeta cerca de 4% da população.

A ambliopia pode ser corrigida se tratada durante a infância. Por isso, é muito importante que os pais estejam atentos para que seus filhos possam enxergar bem no futuro. Exames de acuidade visual são recomendados antes mesmo dos três anos de idade.

O exame oftalmológico pode ser feito em crianças a partir do nascimento. A visão se desenvolve junto com o crescimento do olho durante os primeiros anos de vida, e continua a se desenvolver com o seu uso.


Se os olhos não forem usados devidamente, a visão pode não se desenvolver ou até mesmo diminuir. Após os nove anos de idade, o desenvolvimento do sistema visual está completo e não pode ser mudado.

A ambliopia é causada por qualquer condição que afete o desenvolvimento normal dos olhos e tem três principais causas. São elas: estrabismo, erro refrativo e qualquer motivo que impeça a passagem normal da luz no olho (não formação da imagem).


É importante enfatizarmos que o tratamento da causa não cura a ambliopia, que deve ser tratada separadamente.


Em geral, a ambliopia não é reconhecida pelos pais nem pelas crianças, a não ser que haja alguma anormalidade no olho amblíope, como catarata ou estrabismo.

O exame oftalmológico completo em crianças é importante para que sejam feitos o diagnóstico e o tratamento no tempo adequado.

O recém-nascido enxerga tanto quanto fala ou anda.


Se todas as partes do olho estiverem em perfeita ordem e o cérebro for estimulado com imagens nítidas, desenvolverá a visão normalmente, chegando ao seu pleno desenvolvimento entre os 5 e 7 anos de idade.


Assim, o adulto que enxerga pouco desde o nascimento, continuará enxergando mal sempre; não havendo nenhuma cirurgia ou tratamento que solucione o problema.

O que continua a melhorar é a capacidade de interpretar o que o cérebro "vê".


Assim como um radiologista é treinado para entender imagens escuras de uma radiografia ( ele vê uma radiografia igual a todas as pessoas, porém interpreta muito mais coisas graças a seu treino e experiência) , quem tem baixa visão deve ser estimulado a treinar sua capacidade de "entender" o que vê .

 Desenvolvimento da visão:

Nascimento: o recém-nascido só percebe luz, pois a mácula ainda não está totalmente desenvolvida e o cérebro ainda não sabe interpretar os estímulos visuais que recebe.

Aos três meses: já consegue fixar , pois a área macular está estruturada. Consegue seguir um objeto com o olhar.

Aos nove meses: inicia-se a visão de relevo; já consegue ter noção de distância e de formas.

Com um ano: as crianças já reconhecem objetos e parentes próximos a ela.  

Aos quatro anos: visão quase completa.

Aos cinco anos: visão igual à do adulto , podendo melhorar até os 7 anos de idade.
 

Para que haja um desenvolvimento normal da visão, são necessárias boas condições anatômicas e fisiológicas além de estimulação visual.

O bebê deve receber informações visuais claras e precisas no período de desenvolvimento visual. Esse período vai até aproximadamente 7 anos de idade.


Porém isso só será possível se a retina receber imagens, sinais, iguais dos dois olhos para que consiga fundi-las em uma só.


Qualquer diferença na qualidade das imagens transmitidas pelos dois olhos, ocasionará em baixa acuidade visual; pois o cérebro não conseguindo fundir imagens diferentes, acaba por desprezar a imagem distorcida, escolhendo a outra; a melhor.

Assim, o olho que foi desprezado, não desenvolve visão, pois não é usado. (Ex: no caso de desvio do olho como no estrabismo;  ou grau alto em só um olho - anisometropia, etc...). Após aproximadamente 7 anos de idade , o cérebro não aceitará  quaisquer modificações nessa visão fraca , e nada( tratamento ou cirurgia) conseguirá trazê-la de volta.

O olho fraco se chama amblíope. Por isso, devemos medir a visão em crianças antes dos quatro anos de idade; para que haja tempo suficiente para correção do olho com visão mais fraca. O tratamento para a ambliopia é a oclusão do olho bom, forçando, desta maneira, o olho preguiçoso a enxergar.

Em geral, associa-se o uso de óculos (sempre estimulando a criança para fazer o tratamento). No recém-nascido a mácula (área responsável pela visão central; onde fixamos o olhar) ainda não está totalmente desenvolvida e nessa fase ele possui principalmente a visão periférica. Por volta de 3 meses de idade, a mácula  está  totalmente desenvolvida.


O globo ocular geralmente aumenta de tamanho até os 18 anos de idade. Ao nascer o tamanho é 17 mm e no adulto 24 mm (aproximadamente).

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Buraco Macular
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A retina é a camada de dentro do olho que é sensível à luz. Ela capta as imagens e transmite para o nosso cérebro. Uma área especial da retina é chamada de mácula, e ela é responsável pela nossa visão central.

O buraco de mácula é uma abertura anormal que se forma no centro da mácula no período de meses ou anos. Nos estágios iniciais da formação do buraco, a visão central se torna distorcida, mas a visão lateral continua a mesma coisa e não há dor.

Não é comum um buraco macular acontecer nos dois olhos. Isso ocorre em aproximadamente 5% das pessoas com buraco de mácula. A maioria dos buracos maculares ocorre em idosos. O gel que temos dentro do olho (o vítreo) "puxa" o fino tecido da mácula até que é formado o buraco. Outras causas de buraco macular existem como o trauma e o edema da mácula de longa duração, porém, estas são raras. As mulheres são mais acometidas do que os homens.

O oftalmologista pode diagnosticar o buraco de mácula através de um exame de fundo de olho. A cirurgia é o único tratamento para o buraco macular. Infelizmente nenhuma medicação ou tratamento com laser é eficaz. Após a realização da cirurgia, o paciente deve ficar com os olhos virados para baixo para que a bolha de gás injetada durante a cirurgia fique em contato com a retina.

O buraco macular geralmente se fecha e a visão é recuperada lentamente. Os resultados visuais são de acordo com o tempo de duração em que o buraco ficou aberto. A cirurgia não é necessária para todas as pessoas que têm buraco macular. Muitas pessoas que têm visão normal no outro olho optam por não operar e viver somente com um olho bom. Se a visão central for acometida nos dois olhos, o uso de lentes, ou lupas pode ser utilizado para ajudar nas atividades diárias.

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Calázio

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O calázio é uma inflamação crônica da glândula de meibômio (glândula sebácea), localizada nas pálpebras inferiores e superiores.


É, geralmente, uma reação à secreção sebácea e não é causado por bactérias, apesar de o local afetado ficar posteriormente acometido por bactérias.

 

Ocasionalmente, o calázio pode causar edema de toda a pálpebra.

Quando o calázio é pequeno e sem sintomatologia, pode desaparecer sem tratamento. Se for grande, pode atrapalhar a visão e causar dor e desconforto. O tratamento pode ser feito com compressas mornas, colírios ou pomadas tópicas de antibiótico e esteróides, massagem e expressão das glândulas, ou cirurgia, dependendo do caso.

As compressas mornas podem ser aplicadas diversas vezes ao dia, por cinco a dez minutos. Apesar de em algumas pessoas o tratamento ser prolongado, o calázio responde bem ao tratamento. Se há o reaparecimento no mesmo local após o tratamento, o oftalmologista pode indicar uma biópsia para descartar problemas mais sérios.

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Catarata

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A ClinicaA catarata é a perda da transparência do cristalino, que acarreta redução da visão e ocorre comumente com o processo de envelhecimento, podendo também estar associada a outros fatores, como o uso de substâncias tóxicas (nicotina), doenças metabólicas (como diabetes mellitus e galactosemia), radiação (raios-X e luz ultravioleta), inflamações oculares, traumas e uso de corticóide.

Pode também estar presente ao nascimento, neste caso sendo chamada de catarata congênita. O único tratamento eficaz é a cirurgia, que consiste na remoção da catarata e implante de uma lente artificial em seu lugar. A cirurgia deve ser indicada quando a catarata já estiver causando uma redução significativa da capacidade visual que interfira na qualidade de vida da pessoa, o que deve ser decidido pelo paciente em conjunto com o médico.

A facoemulsificação é hoje a técnica mais moderna para remoção da catarata, além de garantir um pós-operatório mais tranqüilo e uma recuperação mais rápida. Há diversos tipos de lentes intra-oculares atualmente no mercado, como as de silicone e as super modernas lentes multifocais. A melhora da visão geralmente já pode ser percebida no dia seguinte a cirurgia, porém há uma recuperação gradativa ao longo do primeiro mês pós-operatório. Como qualquer procedimento cirúrgico, eventuais complicações podem ocorrer, mas na maioria dos casos são reversíveis.

 

Cirurgia de Catarata

Cirurgia de Catarata

Aspiração da catarata

Lente intra-ocular colocada

Como funciona a Catarata 

Comparação de uma visão sem catarata e uma com Catarata

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Cefaléia

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Uma das queixas que leva os escolares ao oftalmologista é a cefaléia, a dor de cabeça. A causa mais comum de cefaléia de origem oftalmológica são os problemas relacionados com refração (hipermetropia, miopia e astigmatismo). Porém, também pode estar relacionada com insuficiência de convergência e estrabismos. A cefaléia de origem oftalmológica tem algumas características, tais como:  


localiza-se normalmente na fronte (testa), temporal, no próprio globo ocular ou occiptal (região da nuca). 
dificilmente o paciente acorda com a dor. Ela sempre estará associada a esforços visuais; 
torna-se pouco freqüente quando o paciente passeia, nos fins de semana ou férias; 
se descansar ou relaxar, normalmente a dor diminui ou passa; 
comumente  não é muito forte. 
na maioria dos casos, com uso de lentes corretoras (óculos ou lentes de contato) tende a desaparecer.

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Ceratocone

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É uma doença que causa afinamento da córnea e resulta em astigmatismo irregular e em alta miopia. Na grande maioria dos casos o problema surge na adolescência, podendo evoluir, em geral, até os 40 anos.

A progressão do ceratocone é variável, uma vez que em alguns pacientes sua evolução leva vários anos e em outros se mantém estacionada. As causas do ceratocone ainda não foram determinadas, mas há uma associação da doença com alergia, existindo também uma influência genética.

Está associado também o coçar dos olhos forte e vigorosamente, embora ainda não esteja comprovado seu papel no desenvolvimento ou na progressão da doença. Geralmente, uma pessoa com ceratocone procura o oftalmologista porque seus óculos - ou suas lentes de contato - não mais estão sendo funcionais. Pode ocorrer dor, complicação oriunda do rompimento de uma das membranas da córnea; isto acontece em 3% dos portadores. O diagnóstico deve ser feito conforme o exame oftalmológico e de acordo com os resultados de alguns exames complementares, tais como Topografia e Paquimetria Corneana.

As lentes de contato são a primeira opção no tratamento do ceratocone moderado e avançado, quando os óculos já não proporcionam uma boa acuidade visual. As lentes de contato rígidas gás-permeáveis são as principais opções porque fornecem superfície regular, neutralizam as aberrações ópticas e as distorções da superfície cornel anterior, melhorando a visão, mesmo nos graus avançados da doença.

Os avanços tecnológicos dos desenhos e materiais das lentes de contato têm permitido sua adaptação em quase todos os graus de ceratocone. Com adaptação correta, a maioria dos pacientes alcança acuidade visual igual ou melhor do que 20/40. Além das lentes de contato rígidas gás-permeáveis pode-se utilizar lentes de contato gelatinosas (esféricas, tóricas e com desenhos especiais), sistema à cavaleiro (piggyback).
Ceratocone
O implante de anel intracorneano pode ser indicado para alguns pacientes.
 

Nos casos mais graves, em que não se consegue uma boa adaptação ou uma boa visão com o uso de lentes de contato, deve-se indicar o transplante de córnea.

 

Apesar de o transplante apresentar bons resultados quanto à melhora da visão, ainda será necessário o uso de lentes de contato em grande parte dos pacientes submetidos ao transplante.

Com o aumento da demanda de pacientes para cirurgia refrativa, cresceu também o número de ceratocones diagnosticados porque é essencial a Topografia corneana na avaliação pré-operatória para esta cirurgia. De modo geral, a cirurgia a laser é contra-indicada no ceratocone por diminuir a espessura corneana e aumentar sua fragilidade. Estudos recentes sugerem a possibilidade da associação de cirurgia a laser com cross-linking corneano para melhora visual no ceratocone.

Ceratocone"Cross-linking" de Colágeno: Uma das pricinpais causas de ceratocone é a fraqueza do colágeno corneano. Com este tratamento, novas ligações entre as moléculas de colágeno adjacentes são criadas fortalecendo a córnea, na tentativa de evitar a progressão do ceratocone.

CeratoconeO tratamento consiste na aplicação de uma solução de riboflavina (Vitamina B2) sobre a superfície da córnea, a qual penetra até cerca 2/3 da sua espessura, seguida de irradiação da córnea com luz UVA por 30 minutos. O tratamento aumenta a rigidez corneana em cerca de 50%, fortalecendo-a e tornando-a menos maleável.

Esta técnica pode ser associada ao implante de anéis intracorneais. O "Cross-linking" já é utilizado a mais de 5 anos na Europa, com recente introdução nos Estados Unidos e no Brasil.

 

 

 

 

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Degeneração Macular Relacionada á Idade - DMRI

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A Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) é a principal causa de cegueira em indivíduos acima de 50 anos de idade.
 

Embora estudos recentes tenham mostrado que o fator genético é significativo, a patogênese da degeneração macular relacionada à idade permanece obscura, e os fatores de risco não estão ainda completamente estabelecidos.

A maioria das pessoas que apresentam DMRI tem uma forma incipiente da doença e experimentam apenas uma perda visual mínima. Na grande maioria desses casos a doença não evoluirá para uma forma mais severa.

Existem dois tipos de DMRI:

 

• forma Seca, também denominada atrófica ou então "degeneração macular não-neovascular". É a forma mais comum e leve de DMRI, abrangendo cerca de 90% de todos os casos.

• forma Úmida ou exsudativa, que é a retinopatia mais grave que ocorre em cerca de 10% dos casos, quando pequenos vasos sangüíneos anormais (neovasos) crescem sob a retina, permitindo o vazamento de líquido e/ou sangue para o espaço subretiniano, o que produz distorção das imagens e formação de manchas escuras (escotomas) no campo visual central.

As distorções no início do processo exsudativo podem ser leves e passar despercebidas, sendo importantes os testes regulares com a Tela de Amsler. Com a evolução da doença, forma-se um tecido fibroso cicatricial na área afetada pelos neovasos e/ou pela exsudação, levando a uma perda irreversível da acuidade visual. É importante ressaltar que esse processo atinge somente a área central da retina (a mácula). A visão periférica ou lateral não é afetada pela DMRI e por esse motivo não há o risco de cegueira total. 

Estudos multicêntricos randomizados, publicados nos últimos anos, demonstraram que uma combinação de vitaminas e minerais é eficaz na redução do risco de desenvolvimento de neovascularização e de progressão para os estágios mais avançados da degeneração macular relacionada à idade. De maneira análoga, a terapia fotodinâmica (PDT) e a terapia antiangiogênica também tiveram sua eficácia comprovada no tratamento de membrana neovascular coroideana subfoveal associada à degeneração macular relacionada à idade.

Ambas reduzem o risco de perda de visão e, eventualmente, permitem melhora temporária da acuidade visual. Outras modalidades de tratamento, tais como fotocoagulação a laser, remoção cirúrgica da membrana e termoterapia transpupilar (TTT), podem beneficiar apenas um pequeno subgrupo de pacientes.

Uma melhor compreensão dos mecanismos fisiopatológicos e dos eventos moleculares nas diversas fases da doença deverão propiciar, em futuro próximo, melhores estratégias para o controle e tratamento da degeneração macular relacionada à idade.

Visão Normal

Visão com DMRI

Exemplo de visão com Degeneração Macular Relacionada a Idade (DMRI):
Comparação de Visao normal com a visão DMRI

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Estrabismo

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É um defeito visual no qual os olhos estão desalinhados e apontam para direções diferentes. Um olho pode estar direcionado em linha reta, enquanto o outro está desviado para dentro, para fora, para cima ou para baixo.

O olho desviado pode se endireitar ocasionalmente. Esta doença é uma condição comum entre crianças, mas também pode ocorrer em outra fase da vida.

O tratamento varia de acordo com a causa do estrabismo, podendo envolver o reposicionamento dos músculos do olho, a remoção de uma catarata ou a correção de outros aspectos que provocam o desvio. Só um oftalmologista pode recomendar a terapia adequada.

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Glaucoma

---------------------------------------------------------------------------------------------------------Glaucoma é uma doença do nervo óptico, que acarreta lesão de suas fibras nervosas causando perda irreversível no campo visual, sendo que a visão central geralmente é perdida no estágio final da doença, quando paciente começa a perceber alterações.

Geralmente está associado ao aumento da pressão ocular, mas também pode ocorrer em pacientes com pressão intra-ocular normal. É muito importante o diagnostico precoce. Estudos recentes revelaram que para que haja uma perda de campo visual é necessário que já haja lesão de 30 a 40% das fibras do nervo óptico, e, portanto quando já há alterações de campo visual podemos afirmar que o glaucoma já não está em uma fase inicial.

Logo, um indivíduo com campo visual normal pode ter glaucoma que ainda não desenvolveu perda visual. O Glaucoma raramente apresenta sintomas. Na maioria dos casos, o glaucoma desenvolve-se lentamente, sem que o paciente perceba. O diagnóstico precoce do glaucoma só é feito através de exame oftalmológico. Daí, a importância de se fazer uma consulta periódica a um oftalmologista.

O risco de apresentar glaucoma aumenta com a idade, sendo mais comum acima dos 40 anos. Pessoas negras, com diabetes e/ou fumantes também têm risco aumentado para glaucoma. Além disso, pessoas que têm parentes com glaucoma têm maior risco de apresentar a doença. Se você tiver glaucoma, oriente seus parentes adultos para que façam exame oftalmológico. O paciente que tem glaucoma em um nível mais avançado tem a nítida impressão de um afunilamento das coisas que ele olha. Este afunilamento torna-se cada vez menor com o passar do tempo, se o glaucoma não for tratado.

Isto se dá devido ao comprometimento do campo visual provocado pelo glaucoma. Como o nervo óptico é responsável pela transmissão das imagens captadas pela retina ao cérebro, lesões no nervo óptico podem causar sérios danos visuais. Alguns testes são feitos somente quando há suspeita de glaucoma.

Existem vários tipos de glaucoma, mas o mais comum é o glaucoma crônico de ângulo aberto, geralmente as pessoas que têm este tipo de glaucoma não apresentam sintomas notáveis. Outros tipos de glaucoma são o de ângulo fechado ou agudo, o congênito, o secundário e o de pressão normal. O tratamento do glaucoma crônico é iniciado com medicação. Esta é usada para limitar a produção de fluido ou aumentar a capacidade de drenagem do olho, sob a forma de colírio ou pílulas.

Mesmo que o uso crônico de medicações não seja muito agradável nem apresente melhora "visível", o tratamento é necessário e imprescindível para o controle da pressão interna ocular e na preservação da visão. Em alguns casos, é necessária a cirurgia, pois a medicação não diminui suficientemente a pressão. A cirurgia não recupera o nervo óptico danificado, mas é importante na medida em que evita a evolução da doença e preserva a visão.

Exemplo de visão com Glaucoma:
Visão com Glaucoma

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Hemorragia Subconjuntival

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A hemorragia subconjuntival pode ter várias causas. Primeiramente pode estar relacionada ao aumento da pressão arterial. Então, valeria a pena comentar com seu cardiologista sobre o ocorrido.


A segunda causa pode ser fragilidade capilar, mas se fosse o caso, você teria hemorragias de repetição, e ficaria com placas roxas na pele se houvesse trauma leve.Nesses casos, há necessidade de ir a um hematologista.

Pode também ser decorrente de trauma ocular, ou de esforço como coçar fortemente os olhos, ou bater a mão sem querer, dormindo.


E pode também ser espontânea, sem causas específicas. Fique em observação para saber sobre a freqüência com que essas hemorragias estão acontecendo, se no mesmo olho, se acompanhada de dor, coceira, secreção... e, por fim, comente com seu oftalmologista e seu cardiologista sobre o que observou.

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Moscas Volantes

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São pequenos pontos escuros, manchas, filamentos, círculos ou teias de aranha que parecem mover-se na frente de um ou de ambos os olhos. Percebidas mais facilmente durante a leitura ou quando se olha fixamente para uma parede vazia.

Com o processo natural de envelhecimento, o vítreo - fluído gelatinoso que preenche o globo ocular - contrai-se, podendo se separar da retina em alguns pontos, sem que isto cause obrigatoriamente danos à visão.

As moscas volantes são proteínas ou minúsculas partículas de vítreo condensado, tecnicamente chamados grumos, formadas quando o vítreo se solta da retina. Embora pareçam estar na frente do olho, na realidade, elas estão flutuando no vítreo, dentro do olho. Nem sempre as moscas volantes interferem na visão.

Mas, quando passam pela linha de visão as partículas bloqueiam a luz e lançam sombras na retina, a parte posterior do olho onde se forma a imagem. As moscas volantes ocorrem com maior freqüência após os 45 anos entre as pessoas que têm miopia, as que se submeteram à cirurgia de catarata ou ao tratamento YAG Laser e também entre as que sofreram inflamação dentro do olho.

Caso as moscas volantes não se encontrem relacionadas a um problema sério, como rasgos na retina, não será necessário tratamento. Com o passar do tempo elas tendem a diminuir. Mas, se as moscas volantes forem um sintoma de rasgo, o mesmo deve ser selado com laser de argônio ou por crioterapia, a fim de evitar que eles provoquem o descolamento da retina o que pode ocasionar cegueira.

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Olho Seco

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Os sintomas normalmente são: ardor, olhos sensíveis a luz, presença de muco, visão turva, olhos vermelhos, sensação de areia e de olho seco. Muitas pessoas adquirem um piscar forte e  forçado, esperando amenizar os sintomas. Às vezes, mesmo com quadro de olho seco, podemos apresentar um quadro de lacrimejamento excessivo: isso ocorre por reflexo em resposta à irritação causada por alteração no filme lacrimal. Nem sempre o quadro é diagnosticado corretamente e, por conseguinte tem o tratamento adequado instituído. Se você apresentar alguns destes sintomas, procure um oftalmologista. Muitas são as causas que podem desencadear os sintomas de olho seco, entre elas estão: doenças sistêmicas como reumatismo, alterações hormonais, ingestão de alguns medicamentos como antidepressivos, anticoncepcionais, atividades que exijam maior concentração e com isso a diminuição do piscar, como o uso de computador, videogame ou dirigir à noite, ambientes com ar condicionado ou lugares com clima seco. Há uma freqüência maior de mulheres com olho seco e com idade acima de 40 anos, devido à alteração hormonal. O tratamento para olho seco vai depender do grau de secura ocular, porém, geralmente prescrevem-se colírios lubrificantes. Recomenda-se também o uso suplemento alimentar com linhaça, que é rica em ômega 3, e causa melhora do conforto ocular após algumas semanas devido à melhora na camada lipídica do filme lacrimal, o que reduz a sua evaporação. A adoção de uma dieta rica em peixes de mares frios (atum, salmão, sardinha) e vegetais coloridos (fontes naturais de vitamina A) como brócolis e, a diminuição do fumo e bebidas alcoólicas, também colabora para diminuição dos sintomas.

 

Porque piscamos?

 

As pálpebras têm como função proteção ocular (incluindo luz), e distribuição da lágrima, ocorrida durante o movimento de piscar, lubrificando o olho. O piscar acontece involuntariamente e o piscar reflexo ocorre por qualquer irritação ocular ou por aproximação de qualquer objeto no olho - defesa. O piscar é muito importante em usuários de lentes de contato, pois levam oxigênio para a córnea, retiram partículas da superfície da lente e lubrificam o olho. Muitos usuários de lentes rígidas (duras) deixam de piscar por sentirem as lentes no olho. Esse fato faz com que o paciente entre em um ciclo vicioso, isto é, quanto menos o paciente piscar, mais ele sentirá desconforto com as lentes. Com isso, acabam por abandonar o uso das lentes.  Nesses casos, é importante ensinar o paciente a voltar a piscar, através de exercícios.

Como é feito a drenagem das lágrimas?

 

Depois de banharem a superfície ocular, as lágrimas entram no ponto lacrimal (pequena abertura na pálpebra), drenam para o canalículo lacrimal, daí para o ducto nasolacrimal e então para o nariz. Isso explica porque quando choramos lágrimas também saem pelo nariz.

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Pterígio

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Pterígio é um tecido novo que cresce em cima da córnea (parte transparente do olho). Ele pode permanecer do mesmo tamanho ou continuar crescendo e interferir com a visão. O pterígio ocorre mais comumente no canto interno do olho, mas também pode ocorrer do outro lado, porém é mais raro.

A causa exata do pterígio não é bem definida. Sabemos que ele ocorre em pessoas que passam a maior parte do tempo ao ar livre, sob o sol, especialmente em lugares quentes. A exposição a longo prazo aos raios ultra-violeta e a irritação crônica dos olhos devido à poeira, têm relação com o desenvolvimento do pterígio.

Quando o pterígio torna-se vermelho ou irritado, alguns colírios podem ser usados para ajudar a diminuir a inflamação. Se o pterígio é grande o suficiente para atrapalhar a visão ou causa muito desconforto, ele pode ser tirado cirurgicamente.

 

Mesmo com a cirurgia, o pterígio pode voltar a crescer, principalmente em jovens.

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Retinopatia Diabética

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Foto do Olho com Retinopatia DiabéticaA Retinopatia Diabética (RD) é uma das principais causas de cegueira adquirida. Após 20 anos de doença, cerca de 60% dos diabéticos apresentam alguma forma de retinopatia diabética. O diabetes é uma doença que o endocrinologista e o oftalmologista devem se unir na busca de uma avaliação e orientação clínica ideais.
 

A retinopatia diabética é uma complicação crônica do diabetes que vem aumentando progressivamente nos últimos anos, devido ao aumento da sobrevida dos pacientes diabéticos. Os principais fatores de risco, relacionados ao desenvolvimento da retinopatia, são: duração do diabetes, o grau de controle glicêmico, os níveis de pressão arterial, os níveis séricos de lipídios, a presença de doença renal, a ocorrência de gravidez e possivelmente a predisposição genética. O tratamento dos fatores de risco, quando possível, pode retardar ou diminuir o aparecimento de novos casos de retinopatia diabética.

O bom controle metabólico pode reduzir a gravidade e as complicações da doença. É consenso geral que se mantivermos a glicemia mais próxima do normal, a evolução da RD pode ser retardada ou bloqueada. Quanto melhor o controle do diabetes, menor a possibilidade de aparecimento da RD ou menos exuberantes as suas manifestações. Outras patologias associadas freqüentemente ao diabetes são a catarata e o glaucoma.

A Retinopatia Diabética pode ser classificada em:


• Retinopatia Diabética Não Proliferativa (RDNP) – tem como característica a dilatação dos ramos venosos e arteriolares, com aumento do fluxo sangüíneo da retina, possivelmente em resposta à hipoxia do tecido; formação de microaneurismas; perda de células (pericitos) que levam ao enfraquecimento das paredes dos capilares, favorecendo a dilatação dos capilares e um maior fluxo sangüíneo. Hemorragias puntiformes, exsudatos duros e microaneurismas também aparecem na fase precoce.

• Retinopatia Diabética Pré-Proliferativa (RDPP) - caracteriza uma etapa mais avançada onde ocorrem irregularidades no calibre venoso e anormalidades intra-retinianas.

• Retinopatia Diabética Proliferativa (RDP) - estágio mais severo onde há neovascularização intra-retiniana com extensão para a cavidade vítrea, evoluindo com formação de fibrose ao redor dos neovasos. Estes neovasos formados produzem hemorragias vítreas, provocando contração do vítreo e levando à tração e descolamento de retina. A neoformação vascular pode manifestar-se na íris (rubeosis iridis) e desenvolver um glaucoma secundário.

Uma situação importante é o aparecimento do edema macular, formado pelo acúmulo de líquido a partir dos microaneurismas, capilares e epitélio pigmentar anormalmente permeáveis podendo surgir em qualquer fase da doença. É clinicamente significativo quando afeta ou ameaça o centro da mácula (risco de perda visual) e o tratamento com laser deve ser indicado.

A fotocoagulação representa, sem dúvida, o método terapêutico mais difundido e consagrado no tratamento da RD. É a terapêutica que oferece melhores condições para retardar ou bloquear a evolução da doença e manter estabilizada a acuidade visual. O ideal é que este tratamento seja administrado no início da doença, possibilitando melhores resultados por isso é extremamente importante a consulta periódica ao oftalmologista. O laser de argônio é o que oferece maior precisão e segurança.

A finalidade da fotocoagulação é coagular e destruir áreas com distúrbios circulatórios responsáveis por edema e exsudatos da retina; coagular áreas com isquemia crítica prevenindo o estímulo à proliferação de vasos; coagular pontos sangrentos responsáveis por hemorragias sub-hialóides e vítreas; criar adesões coriorretinianas para prevenir o descolamento de retina; destruir tecido retiniano e reduzir as necessidades metabólicas globais e atividade vascular da retina de tal forma que a progressão da fase proliferativa e não proliferativa seja prevenida. A fotocoagulação é o tratamento indicado para conter a RD e evitar suas complicações mantendo, assim, a acuidade visual.

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Terçol

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Terçol ou hordéolo externo é uma infecção das glândulas localizadas na base dos cílios de nome Zeis.


Como são glândulas superficiais, em alguns dias (3 a 5 dias) costuma desaparecer espontaneamente.

Para colaborar com rápido restabelecimento, compressas com água morna (não quente) podem ser feitas sobre a pálpebra fechada.


Geralmente, quem tem terçóis constantes, tem uma inflamação da borda palpebral de nome Meibomite.


Muitas vezes, essa inflamação provoca também, uma secreção ocular semelhante a "caspinha" na região dos cílios (Blefarite).

O tratamento para ambos vai depender da intensidade da inflamação, mas em geral vem acompanhado de limpeza palpebral com xampu específico para região dos olhos.

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Toxoplasmose

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Atinge os olhos através de uma inflamação interna e pode causar cegueira.

 

Quando uma mulher se infectada durante a gravidez pode causar danos ao feto.

 

Ocorre através da contaminação por microorganismos presentes nas fezes de animais como cachorro, gato, aves e carne de porco.

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